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  • Luiz Gustavo

graças a 'delivery' de aulas, estudantes sem internet podem estudar no CE e ES

Maria Eduarda é a aluna da Escola de Tempo Integral Antônio Raimundo de Mello, que arrumou um modo para que os estudantes sem acesso regular à internet ou sem aparelhos com acessibilidade recebam o material, o delivery das aulas


Graças à ajuda das pessoas de sua comunidade, ela está desde abril recebendo o material didático em casa. "Consigo assim ter todas atividades que os professores passam, e pelo delivery as atividades estão sendo enviadas semanalmente. Assim nós nos sentimos muito

valorizados e motivados".


Segundo uma das coordenadoras da escola a direção da escola percebeu que precisava atuar para não criar uma desigualdade entre alunos com e sem acesso à internet. "Assim que saiu o decreto do isolamento social, e as aulas da educação remota começaram, nós pensamos: como vamos atingir os nossos alunos que não têm acesso à internet, ou que a internet tem baixa qualidade? Aí veio a ideia do delivery", conta.


Ela explica que várias pessoas, entre elas mototaxistas, colaboram para que as atividades cheguem aos alunos. Hoje, a escola tem 40 alunos que não têm acesso à internet ou tem internet de qualidade baixa.

O material levado aos alunos é organizado em pastas por área de conhecimento com todas as instruções com as páginas do livro e o conteúdo a ser trabalhado.


A mesma ideia teve o município de Baixo Guandu, no Espírito Santo, onde alunos estão recebendo o material em casa desde o dia 15 de abril. A rede lá envolve todas as escolas do campo e tem a participação de professores e profissionais de outras áreas.


Segundo a pedagoga responsável pelas escolas multisseriadas do campo da cidade, professora Luzia Correia, a ideia foi não deixar alunos excluídos digitalmente sem aulas.


O delivery, diz, veio para atender as famílias com dificuldade de acesso a aparelhos de tecnologia ou por falta de acesso às redes móveis.


Mesmo diante de dificuldades, Correia comemora os bons resultados. "Os pais têm valorizado muito os esforços das professoras. Mesmo sendo muito difícil para eles, pois muitos são analfabetos trabalham o dia todo na roça, chegam cansados e muitas vezes não dão conta de ajudar os filhos no mesmo dia", finaliza.



Fonte:Uol




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