• Luiz Gustavo

Crianças pequenas são as mais afetadas pela falta de atividades escolares, mostra pesquisa.

Uma pesquisa de secretarias municipais de ensino concluiu que os alunos da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental foram os mais afetados por não irem à escola na pandemia.

“Acho que as crianças pequenas, da educação infantil, tiveram um impacto muito grande porque nesse período elas estão desenvolvendo coordenação motora, sociabilidade, equilíbrio, a fala, a compreensão. Já aquelas crianças que estão no processo de alfabetização, é um modelo de aprendizagem muito específico, que exige uma presença do professor e exige também uma interação com os colegas”, explica Alexandre Schneider, presidente do Instituto Singularidades.

Um levantamento de dirigentes municipais de ensino mostra que 95% dos 3.672 municípios consultados afirmaram ter dificuldades em usar a internet na educação a distância. Os estudantes dos primeiros anos do ensino fundamental representam 40% dos 5 milhões perderam o contato com a escola em 2020, segundo o Unicef. Autoridades e especialistas consideram que alunos dos anos iniciais do ensino básico não podem mais esperar pelo fim da pandemia para voltar a ter atividades escolares. Eles defendem um plano nacional, com orçamento específico, e que envolva várias áreas como assistência social e esportes, a serviço do ensino das crianças. “A escola não vai conseguir resolver esse problema sozinha. Então, é preciso que a gente tenha uma estratégia em todo os níveis - governo federal, governos estaduais e municipais – para apoiar essas crianças e suas famílias. Existem espaços físicos das prefeituras que podem ser utilizados por crianças que não têm onde estudar em casa, que moram em habitações vulneráveis. É preciso que a sociedade abrace a educação”, enfatiza Schneider.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação diz que é preciso fazer uma avaliação do aprendizado e, a partir dela, construir um programa de atendimento aos alunos, inclusive fora do horário de aula. A ideia é aumentar o número de espaços que garantam o aprendizado com segurança, enquanto não se atinge a vacinação em massa.


Fonte: G1

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