• Luiz Gustavo

Conheça o sistema de Israel contra ataques de hackers

Já recebeu aqueles links suspeitos, com promoções que nem soam verdade,e não são? Ou e-mails elaborados, que pareciam enviados por um colega de trabalho, contendo arquivos estranhos cheios de bugs?

Como é de costume no mundo virtual, usualmente essas situações elevam de patamar, em gravidade, em questão de minutos. Não demora a se revelar que de repente o invasor digital já está utilizando o cartão de crédito da vítima.

No Brasil, não há muito a ser feito. Na melhor das hipóteses, o banco restitui algum valor roubado. Além disso, o hacker se safa, sem punição. Pois Israel criou uma solução para o problema.

Trata-se do 119. Um número de emergência para vítimas de crimes digitais. Além desse recurso, dispõem-se de ferramentas ainda mais avançadas para lidar com situações emergenciais.

No prédio que serve de central para o serviço,concentra-se o que o governo chama de operação de resiliência. Diferentemente das unidades militares, como a 8200, a função do CERT não é ingressar ativamente no conflito digital entre países.O foco é prevenir e, quando se detectam ações de hackers, Diversas chamadas acabam por se revelar como frutos de impressões irreais do cidadão que liga – normalmente, acha que o smartphone foi invadido, mas não foi.

Depois de receber a ligação,os profissionais orientam o indivíduo a como agir para limpar a máquina infectada pelo vírus, ou como se livrar de um spam. Em casos complexos, a operação dispõe de cinco times em campo, que pode ir até o local, resolver o problema. Quando necessário, aciona-se a polícia para iniciar uma investigação para prender o criminoso.

Entretanto, o 119 só funciona como telefone de emergência.Há também uma série de sistemas preventivos, especializados em detectar e combater ataques em setores críticos da sociedade. Por exemplo, criou-se uma rede social, a Cybernet, pela qual proprietários de ações ou alto-executivos de empresas israelenses podem pedir socorro. Denúncias podem ser feitas de forma anônima.

Nas salas do CERT , telas de computadores exibem, em tempo real, atividades de criminosos virtuais, de acordo com a localização no planeta detectada como origem primária do assalto.

Um dos mapas da tela parece algo saído de um videogame. É cheio de ícones, acompanhados de números ao lado. Um deles chama atenção: o símbolo de um alvo, com um “3” colado a ele. Ao ser questionado sobre, o chefe da divisão fala, de forma bem calma: “São três mísseis disparados contra Israel agora”. Como assim? “É normal, não se preocupem. Lidamos com isso diariamente e não há problema. Graças ao Domo de Ferro (o avançadíssimo dispositivo de defesa antiaérea daquela nação)”.


fonte:Veja

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