• Luiz Gustavo

A quarentena e o impacto emocional nas crianças

A pandemia do COVID-19 provocou uma mudança radical e súbita na vida das pessoas em todo o mundo. Os impactos econômicos, políticos, sociais e emocionais são imprevisíveis até o momento.

O Brasil nessa semana viu de uma hora para outra sua rotina mudar. Pessoas não conseguem trabalhar, projetos e viagens tiveram que ser adiados ou canceladas definitivamente e os prejuízos de diferentes ordens são incalculáveis. As crianças da maioria das cidades brasileiras tiveram suas aulas presenciais suspensas e diferentemente de um período de férias ou de greve dos professores, essas crianças terão que ficar o tempo todo em casa, sem contato com amigos e sem poder participar de atividades de lazer, além de terem que realizar as atividades pedagógicas à distância. Seja qual for a realidade econômica que essa criança esteja inserida é certo que haverá um aumento considerável do estresse. Por dias os irmãos ficarão juntos sem atividade externa, sem poderem praticar esporte ou passear e com isso brigarão mais do que de costume. Terão que se ater a eletrônicos e atividades escolares. Algumas vezes os pais estarão juntos para administrarem essa situação, outras vezes não, pois muitas pessoas trabalharão fora de casa, principalmente profissionais de serviços essenciais. Não é possível dimensionar o impacto emocional que essa situação, principalmente se ela perdurar por muito tempo, causará às crianças. É possível que as crianças comecem a demonstrar medo e insegurança com o futuro, sendo que algumas poderão apresentar sintomas de ansiedade e depressão. Outras, pela ociosidade e necessidade de atividades motoras, passem a apresentar comportamentos disruptivos, irritação e agressividade. Em quaisquer uma dessas situações é fundamental que ações planejadas sejam adotadas pelos adultos que estiverem responsáveis por essas crianças. Tentar organizar sua rotina, com horário para acordar, fazer as refeições e as atividades, escolares, de higiene e sono são essenciais. Durante as férias as crianças ficam liberadas para fazerem o que bem entendem. Acordam, dormem e comem na hora que querem. É importante ressaltar que essa é uma situação de exceção e não férias. A ausência de rotina desorganiza a criança, tornando-a mais susceptível a se descompensar. Ficar em casa sem atividade é muito ruim. Então é importante que as crianças colaborem com a arrumação do espaço onde estão, ajudando (dentro de suas capacidades, obviamente) na manutenção da organização e limpeza da casa. Isso ajuda indiretamente na organização interna das crianças, pois um ambiente sujo e bagunçado aumenta a sensação de caos. Outro ponto importante é estimular outras atividades que há muito tempo têm sido negligenciadas como atividades de leitura, jogos de tabuleiro e a conversa entre os membros da família. Isso aproximará as pessoas e aliviará a tensão que acontecerá ao longo dos dias e semanas.



Fonte:PapodeMãe

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